quinta-feira, 7 de junho de 2018


Foto: Reuters


Há de ser leve
Um levar suave
Nada que entrave
Nossa vida breve
Tudo que me atreve
A seguir de fato
O caminho exato
Da delicadeza
De ter a certeza
De viver no afeto
Só viver no afeto

quarta-feira, 6 de junho de 2018



 Foto Jon Nazca


Hoje eu encontrei a Lua
Antes dela me encontrar
Me lancei pelas estrelas
E brilhei no seu lugar

Derramei minha saudade
E a cidade se acendeu
Por descuido ou por maldade
Você não apareceu
 Hoje eu acordei o dia
Antes dele te acordar
Fui a luz da estrela-guia
Pra poder te iluminar


Derramei minha saudade
E a cidade escureceu
Desabei na tempestade
Por um beijo seu


Nem a Lua, nem o Sol, nem eu
Quem podia imaginar
Que o amor fosse um delírio seu
E o meu foi acreditar


Hoje o Sol não quis o dia
Nem a noite o luar.

Eu sei, o amor, eu sei
Não marca hora nem lugar


Cansei, amor, cansei
A gente cansa de esperar



Lenine

segunda-feira, 14 de maio de 2018



 Foto Marcio Cabral


Depois de ter você
Poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Pra que servem as ruas?
Depois de ter você...

Adriana Calcanhoto

quarta-feira, 7 de março de 2018

Passarinho avisou




Meu coração é o raso da Catarina
Pé de saudade na dura
Dor que não quebra inclina

mas na paixão meu coração é Cajuína

Roque Ferreira

segunda-feira, 5 de março de 2018


 Ilustração Marlowa
 

Quem alimentou-se do silêncio
Tem os olhos cheios de canções

Lenine - Lula Queiroga

 

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018



Tenho séculos de espera
Na ponta das minhas costelas
Tenho nos olhos quimeras
Com brilho de trinta velas

Milton Nascimento - Rui Guerra

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018


 Foto Dan Istitene


Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado

Chico Buarque

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

a fulô do meu jardim virou estrela!


 Jasmim


Mera luz que invade a tarde cinzenta
E algumas folhas deitam sobre a estrada
O frio é o agasalho que esquenta
O coração gelado quando venta
Movendo a água abandonada
Restos de sonhos sobre um novo dia
Amores nos vagões, vagões nos trilhos
Parece que quem parte é a ferrovia
Que mesmo não te vendo te vigia
Como mãe, como mãe que dorme olhando os filhos
Com os olhos na estrada
E no mistério solitário da penugem
Vê-se a vida correndo, parada
Como se não existisse chegada
na tarde distante, ferrugem ou nada.

Orlando Moraes - Djavan

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018


 Foto Ahmad Al-Essa


De onde vêm a esperança,
a sustança 
espalhando o verde dos teus olhos pela plantação?
Ô, ô
Vêm debaixo do barro do chão

Gilberto Gil