A tira é do Paulo StoKer
Longe de ti são ermos os caminhos
Longe de ti não há luar nem rosas
Longe de ti há noites silenciosas
Há dias sem calor
Beirais sem ninhos.
Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas
Abertos, sonham mãos cariciosas
Duas mãos doces, plenas de carinho.
Os dias são outono, choram, choram
Há crisântemos roxos que descoram
Há murmúrios doentes de segredos
Invocam nossos sonhos,
Estendem os braços
E ei-lo meu amor pelos espaços
fumo leve que foge entre meus dedos
Florbela Espanca

Nenhum comentário:
Postar um comentário