quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Foto Lenise Pinheiro

E chorava. Chorava sempre que comia. Grãos e gotas se misturavam nos lábios, não sabia que tristezas se me enrolavam na garganta. Minha vida me sabe a sal. Por isso me dá pressa de sair destas praias. Para esquecer, para sempre, esse sabor de maresia.

Pela lágrima nos despimos. O pranto desoculta a nossa mais íntima nudez.

Ambos de "A varanda do frangipani", do Mia Couto.

2 comentários:

  1. lindas lágrimas as desse moço!
    eu, que choro tanto, agora entendo...
    as lágrimas nos despem das coisas que nos encobrem... lavam, levam, leves ficamos.
    Gracias!!!
    Beijos
    Claudia F.

    ResponderExcluir
  2. Às vezes chorar é a única coisa que se pode fazer!

    bjin

    ResponderExcluir