quinta-feira, 1 de outubro de 2009


Foto Tania Almeida
Me pergunto onde é que foi parar a minha fé

Voltou pra casa a pé
E ainda não chegou
Espero na janela
Tento não me preocupar com ela


Mas a fé, sabe como é que é,
Acredita em qualquer um
Tudo pra ela é comum
Tudo com ela é viável
E eu aqui um tanto instável
Meio no claro,
Meio no escuro
Tropeço enquanto procuro acreditar
Na leveza, na cidade
Na beleza que me invade
Na bondade dos automóveis enquanto imóveis em suas garagens
Me pergunto onde é que foi parar a minha fé
Nos tratados, nas palavras
Nos portões da tua casa
Nos transportes coletivos
Na pureza das torcidas
Gritando seus adjetivos
Espero, me quebro
Tropeço no escuro
E ainda procuro
A minha fé

Lucina/Zélia Duncan

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