
Foi julho, sim. E nunca mais esqueço.
O ouro em mim, a palavra
Irisada na minha boca
A urgência de me dizer em amor
Tatuada de memória e confidência.
Setembro em enorme silêncio
distancia meu rosto. Te pergunto:
De julho em mim ainda te lembras?
Disseram-me os amigos que Saturno
Se refaz este ano. E é tigre
E é verdugo. E que os amantes
Pensativos, glaciais
Ficarão surdos ao canto comovido.
E em sendo assim, amor;
De que me adianta a mim, te dizer mais?
Hilda Hist – Dez chamamentos ao amigo in Júblilo. Memória e noviciato da paixão.
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